Teias de um Observatório para a saúde das populações do campo, da floresta e das águas no Brasil

Autores

  • Fernando Ferreira Carneiro Professor Adjunto. Departamento de Saúde Coletiva, Universidade de Brasília (UnB). Endereço: Faculdade de Ciências da Saúde, Campus Darcy Ribeiro - Asa Norte. CEP 70910900 - Brasília, DF – Brasil.
  • Vanira Matos Pessoa Pesquisadora em Saúde Pública. Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Ceará.
  • Carlos André Moura Arruda Graduando em Direito (UEFS) e Dirigente do MPA/Via Campesina.
  • Cleber Adriano Rodrigues Rodrigues Folgado Graduando em Direito (UEFS) e Dirigente do MPA/Via Campesina.
  • Rackynelly Alves Sarmento Soares Pesquisadora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública (NESP), Universidade de Brasília(UnB).
  • Rosana Kirsch Kirsch Socióloga, integrante da EITA - Cooperativa de Trabalho Educação, Informação e Tecnologia para Autogestão
  • Alan Freihof Tygel Doutorando da Pós-Graduação em Informática da UFRJ e integrante da EITA - Cooperativa de Trabalho Educação, Informação e Tecnologia para Autogestão.
  • Priscila Delgado Carvalho Doutoranda em Ciência Política na Universidade Federal de Minas Gerais.

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i2.1524

Resumo

A Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas reconhece a dívida histórica do Estado brasileiro com a saúde dessas populações, apresenta a necessidade de superação do modelo de desenvolvimento econômico e social na busca de relações homem–natureza responsáveis e promotoras da saúde. Como fruto da implantação dessa política, pensando no seu monitoramento e avaliação, estruturou-se em 2012 um Observatório denominado OBTEIA. Objetiva-se apresentar a experiência desse Observatório, focando o seu processo metodológico e nos principais resultados. Este Observatório vem sendo estruturado a partir da criação de uma Teia de Saberes e Práticas, que envolve movimentos sociais, academia e gestoras(es)/trabalhadoras(es) do Sistema Único de Saúde. O foco das ações tem sido o de visibilizar essa população por meio de um portal interativo na internet (www.saudecampofloresta.unb.br), coleta e processamento de informações, notícias, estudos, vídeos, cadernos, bem como promover o debate acerca de referenciais críticos e métodos de pesquisa coerentes com o modo de viver dessas populações. Essa experiência vem possibilitando o envolvimento de distintos grupos e seu reconhecimento político dessa ferramenta como estratégia de fortalecimento e melhoria da produção de informações capazes de disparar ações e decisões focadas nas populações do campo, da floresta e das águas.

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Publicado

2014-06-29

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