Há equidade na produção do conhecimento sobre as doenças negligenciadas no Brasil?

Autores

  • Bruno Leonardo Alves de Andrade DIREB/Fiocruz
  • Dais Gonçalves Rocha Universidade de Brasilia

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v9i3.1783

Palavras-chave:

Doenças negligenciadas. Doenças tropicais negligenciadas. Equidade.

Resumo

As doenças negligenciadas classificam-se como um grupo de doenças infecciosas fortemente associadas às condições de pobreza verificadas, em sua grande maioria, nos países periféricos. Dessa forma, elas são enquadradas como um clássico exemplo do déficit existente na produção do conhecimento destinado a determinados temas. Este artigo tem por objetivo apresentar as análises do atendimento das diretrizes de promoção da equidade na produção do conhecimento em doenças negligenciadas a partir do perfil dos pesquisadores e instituições com projetos aprovados pelos editais de pesquisa sobre o tema, publicados em 2006, 2008 e 2012 pelo Ministério da Saúde. Os dados investigados são públicos e foram coletados dos referidos projetos e da Plataforma Lattes/CNPq. O presente estudo de caráter transversal e descritivo obteve os seguintes resultados: 216 projetos contemplados nos três editais; a equivalência na participação do sexo masculino e feminino na coordenação das pesquisas; as instituições públicas de ensino superior e de pesquisa foram as mais contempladas pelos editais; a maior parte dos estudos foi proveniente de autores com formação na área das ciências da saúde e concentrou-se principalmente nas instituições situadas na região Sudeste, que vale destacar, não é a região do país que concentra o maior número de casos das doenças negligenciadas.

Biografia do Autor

Bruno Leonardo Alves de Andrade, DIREB/Fiocruz

DIREB/Fiocruz

Dais Gonçalves Rocha, Universidade de Brasilia

Faculdade de Ciências da Saúde

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Publicado

2015-12-28

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS

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