Representações Sociais sobre o tratamento quimioterápico por clientes oncológicos

Autores

  • Vander Monteiro da Conceição
  • Silvio Éder Dias da Silva
  • Suanne Coelho Pinheiro
  • Mary Elizabeth de Santana
  • Jeferson Santos Araujo
  • Lucialba Maria Silva dos Santos
  • Maria Odeise da Paixão Monteiro

Resumo

As diferentes formas de reagir aos fatores que estão intricadamente ligados no processo saúde-doença são inerentes a cada contexto vivenciado, ou seja, a cada universo social, como o universo de doentes com câncer em tratamento quimioterápico, objeto em estudo. Para adentrar nas relações sociais do grupo a ser pesquisado elaboraram-se os seguintes objetivos: identificar as representações sociais que clientes com câncer têm sobre o tratamento quimioterápico; descrever as representações sociais encontradas e analisar tais a luz da Teoria das Representações Sociais. Tratou-se de um estudo qualitativo, exploratório-descritivo do tipo estudo de casos e o suporte teórico-conceitual do fenômeno da Teoria das Representações Sociais. A pesquisa foi realizada nas dependências da Clínica Oncológica Brasil entrevistando-se 21 indivíduos em quimioterapia através da entrevista com livre associação de palavras analisando os dados segundo a análise de conteúdo temático permitindo então a emersão de duas categorias, onde a primeira remete a representações de aceitação da quimioterapia em prol de um bem maior, a cura. Enquanto que a segunda apresenta Representações Sociais negativas, sendo exaltando os efeitos colaterais do tratamento em virtude das vivências ou da influência midiática. O estudo permitiu conhecer como um símbolo comum a um grupo pode ser representado de forma diferenciada por seus membros, isso reflete o dinamismo das Representações Sociais e a formação do senso comum por meio de experiências com o tratamento quimioterápico, servindo esse saber para a estruturação do cuidado em saúde.

Biografia do Autor

Vander Monteiro da Conceição

Enfermeiro, Licenciado Pleno e Bacharel pela Faculdade de Enfermagem (FAENF) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Especialista em Integralidade na Atenção Oncológica pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicologia e Saúde (IEPS). Mestrando do Programa de Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Silvio Éder Dias da Silva

Enfermeiro, Doutor em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Adjunto da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal do Pará.

Suanne Coelho Pinheiro

Enfermeira, Licenciada Plena e Bacharelado em Enfermagem e Obstetrícia pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal do Pará. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal do Pará.

Mary Elizabeth de Santana

Enfermeira, Doutora pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal do Pará.

Jeferson Santos Araujo

Enfermeiro, Licenciado Pleno e Bacharel em Enfermagem e Obstetrícia pela Faculdade de Enfermagem (FAENF) pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão (IBPEX). Aluno da Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Lucialba Maria Silva dos Santos

Enfermeira, Licenciada Plena e Bacharelado em Enfermagem e Obstetrícia pela Faculdade de Enfermagem (FAENF) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Especialista em Integralidade na Atenção Oncológica pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicologia e Saúde (IEPS). Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal do Pará.

Maria Odeise da Paixão Monteiro

Enfermeira, Especialista em Obstetrícia e Neonatologia. Especialista em Gestão do Ambiente Hospitalar.

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Publicado

2012-08-23

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