Resumo
A telemedicina, enquanto componente da saúde digital, tem se mostrado essencial para ampliar o acesso aos serviços de saúde, especialmente durante a pandemia de COVID-19. Contudo, sua adoção depende tanto de fatores que a facilitadores quanto inibidores de sua aceitação e uso por pacientes e profissionais. Objetivos: O estudo buscou mapear os fatores inibidores e facilitadores da aceitação e uso da telemedicina, classificando-os em sete categorias: econômica, ambiental, ética, legal e regulatória, organizacional, social e tecnológica. Método: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura, seguindo o protocolo PRISMA. Foram pesquisados artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed e Web of Science, utilizando critérios de inclusão e exclusão pré-definidos. Dos 611 registros inicialmente identificados, 55 artigos foram selecionados para análise qualitativa. Resultados: Os achados mostraram que fatores como altos custos de implementação, falta de infraestrutura legal, baixa literacia digital e riscos à privacidade atuam como inibidores do uso e aceitação. Já a conveniência, o suporte organizacional, a experiência prévia com tecnologias e a pressão da pandemia de COVID-19 se destacaram como facilitadores. Conclusão: O estudo contribui ao sistematizar barreiras e facilitadores da telemedicina, oferecendo subsídios para pesquisadores, profissionais e formuladores de políticas superarem entraves, potencializando o uso seguro e eficaz da saúde digital.

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