Associações do abortamento com depressão, indicadores clínicos, sociodemográficos e de proteção.

Autores

  • Gondim Mariana Zeferino-Mariutti
  • Antonia Regina Ferreira Furegato
  • Jair Lício Ferreira Santos

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i4.1583

Resumo

Abortamento pode estar associado a diversos fatores. Este estudo objetivou identificar presença de sintomas de depressão em mulheres com abortamento associando-os com indicadores clínicos, sociodemográficos e protetores. Mulheres internadas em hospital público. Utilizou-se Questionário geral, Inventário de Depressão e Escala de Autoestima. Estatística descritiva procurando associação entre as variáveis. Fizeram parte da pesquisa 120 mulheres, maioria branca (71%), 63% solteiras, 87% têm religião, 67% ensino médio e 51% sem fonte de renda. Clinicamente, 49% em primeira gestação, 33% tiveram abortos anteriores e 57% apresentavam sinais indicativos de depressão. Encontrou-se associação entre aborto provocado, uso de álcool e drogas na família e violência familiar. Metade da amostra pontuou algum nível de depressão e baixa ou média estima pessoal. Fatores de proteção para depressão foram: ter parceiro, trabalho, religião e situação financeira. Concluiu-se que abortamento tem associação com depressão. A enfermagem deve implementar cuidados reforçando os aspectos resilientes apresentados pelas mulheres.

Biografia do Autor

Gondim Mariana Zeferino-Mariutti

Enfermeira Doutora pela EERP/USP. Docente da UNIP – Ribeirão Preto – SP e Libertas em MG.

Antonia Regina Ferreira Furegato

Prof Titular do Depto de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da EERP/USP.

Jair Lício Ferreira Santos

Prof Titular de Demografia (1992) pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Prof Titular aposentado da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2015-02-16

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS