Associações do abortamento com depressão, indicadores clínicos, sociodemográficos e de proteção

Autores

  • Mariana Gondim Zeferino Mariutti Universidade de São Paulo.
  • Antonia Regina Ferreira Furegato Universidade de São Paulo
  • Jair Lício Ferreira Santos Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v7i2.1350

Resumo

Abortamento pode estar associado a diversos fatores. Este estudo objetivou identificar presença de sintomas de depressão em mulheres com abortamento associando-os com indicadores clínicos, sociodemográficos e protetores. Mulheres internadas em hospital público. Utilizou-se Questionário geral, Inventário de Depressão e Escala de Autoestima. Estatística descritiva procurando associação entre as variáveis. Fizeram parte da pesquisa 120 mulheres, maioria branca (71%), 63% solteiras, 87% têm religião, 67% ensino médio e 51% sem fonte de renda. Clinicamente, 49% em primeira gestação, 33% tiveram abortos anteriores e 57% apresentavam sinais indicativos de depressão. Encontrou-se associação entre aborto provocado, uso de álcool e drogas na família e violência familiar. Metade da amostra pontuou algum nível de depressão e baixa ou média estima pessoal. Fatores de proteção para depressão foram: ter parceiro, trabalho, religião e situação financeira. Concluiu se que abortamento tem associação com depressão. A enfermagem deve implementar cuidados reforçando os aspectos resilientes apresentados pelas mulheres.

Biografia do Autor

Mariana Gondim Zeferino Mariutti, Universidade de São Paulo.

Enfermeira Doutora pela EERP/USP. Docente da UNIP– Ribeirão Preto – SP e Libertas em MG.

Antonia Regina Ferreira Furegato, Universidade de São Paulo

Prof Titular do Depto de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da EERP/USP

Jair Lício Ferreira Santos, Universidade de São Paulo

Prof Titular do Depto de Medicina Social da FMRP/ USP

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Publicado

2013-09-25

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS