Quando o preconceito marca mais que a doença.

Autores

  • Iací Proença Palmeira Coordenação Editorial - Editora Executiva - Editora Associada Tecnologia da Informação, Educação e Comunicação em Saúde - Universidade de Brasília - Núcleo de Estudos de Saúde Publica
  • Ana Beatriz Azevedo Queiroz Núcleo de Pesquisa em Enfermagem em Saúde da Mulher/ NUPESM Editora Associado da Revista Escola Anna Nery/UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Márcia Assunção Ferreira Prof. Titular da área de Fundamentos do Cuidado de Enfermagem, da Escola de Enfermagem Anna Nery, UFRJ

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i3.1563

Resumo

Objetivou-se identificar e analisar as representações sociais do contágio da hanseníase por mulheres com o corpo alterado por esta doença, e suas conseqüências para a vida sócio-familiar. Pesquisa qualitativa e descritiva, com aplicação da teoria das representações sociais. Participaram quarenta e três mulheres atendidas em uma Unidade de Referência Especializada em dermatologia sanitária. Realizou-se entrevista individual e observação sistemática. Realizou-se análise lexical, através do software ALCESTE. Os resultados evidenciam representações sobre o contágio da hanseníase remetendo à lepra, ao preconceito e ao confinamento nas colônias, inclusive com separação de utensílios domésticos. Conclui-se sobre a importância da desconstrução destas representações, considerando a subjetividade pelo acesso à história dos sujeitos o qual possibilita entender os significados que estes atribuem ao adoecimento e suas implicações relacionadas ao estigma da hanseníase.

Biografia do Autor

Iací Proença Palmeira, Coordenação Editorial - Editora Executiva - Editora Associada Tecnologia da Informação, Educação e Comunicação em Saúde - Universidade de Brasília - Núcleo de Estudos de Saúde Publica

Graduada em Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará (1981), mestre em Educação pelo Instituto Latino-Americano e Caribeño (IPLAC-Cuba)/Universidade do Estado do Pará (2000) e doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/Escola de Enfermagem Anna Nery (2011).

Ana Beatriz Azevedo Queiroz, Núcleo de Pesquisa em Enfermagem em Saúde da Mulher/ NUPESM Editora Associado da Revista Escola Anna Nery/UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro

Enfermeira especialista em Saúde da Mulher, Graduada pela Escola de Enfermagem Anna Nery/EEAN da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ.Pós-graduada em Enfermagem Ginecológica e Obstétrica; Novas Metodologias do Ensino Superior de Enfermagem. Mestrado e Doutorado em Enfermagem na área da Saúde da Mulher pela EEAN/UFRJ.

Márcia Assunção Ferreira, Prof. Titular da área de Fundamentos do Cuidado de Enfermagem, da Escola de Enfermagem Anna Nery, UFRJ

Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987), mestre em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1995) e doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999).

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Publicado

2014-12-24

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS