Insegurança alimentar e nutricional e fatores associados em famílias do Núcleo Rural Agrícola Lamarão, no Distrito Federal

Autores

  • Carla Madeira Marquito Marquito Bastos Nutricionista, graduada pela Universidade de Brasília. Mestranda em Nutrição Social, do Programa de Pós Graduação em Nutrição Humana da Universidade de Brasília.
  • Anelise Rizzolo Oliveira Pinheiro Possui graduação em Nutrição pela Universidade Federal de Pelotas , especialização em saúde pública, Mestrado em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina e Doutorado em Política Social pela Universidade de Brasília. É professora adjunta do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília.
  • Muriel Baruermann Gubert Nutricionista, formada pela Universidade de Brasília, Mestre em Ciências da Saúde e Doutora em Ciências da Saúde. Especialista em Atenção Primária à Saúde e em Gestão de Pólíticas de Alimentação e Nutrição pela FIOCRUZ. É professora do Curso de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB)

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i2.1516

Resumo

Segurança alimentar e nutricional (SAN) é o direito ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente, não comprometendo outras necessidades essenciais. Este estudo analisou a prevalência de insegurança alimentar e nutricional (ISAN) e seus fatores associados em famílias residentes em um núcleo rural agrícola, no Distrito Federal. Trata-se de estudo transversal com amostra sistemática, com intervalo zero, sendo composta por 75 domicílios. A prevalência de insegurança alimentar e nutricional nas famílias foi estimada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Variáveis socioeconômicas e demográficas também foram avaliadas. O estudo encontrou 50,6% de ISAN, sendo 17,3% moderada e grave. Todas as casas são de alvenaria, com água encanada, energia elétrica e coleta de lixo. Dos domicílios com esgotamento sanitário, 12% eram contemplados com a rede de saneamento básico. A maior parte dos domicílios era própria (82,7%). Havia 29,3% das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. A classificação econômica familiar predominante esteve nas classes C/D/E (87,3%). Houve associação significativa entre os níveis de SAN e tipo de domicílio, chefe do domicílio e consumo de hortaliças, frutas, leite e cereais. A prevalência de ISAN entre as famílias do Lamarão demonstra uma possível limitação dessas famílias em relação ao acesso físico e financeiro e à disponibilidade de alimentos com qualidade nutritiva. É importante um olhar aprofundado sobre a garantia da SAN em comunidades rurais e necessário se considerar as associações entre os fatores socioeconômicos, demográficos e de consumo alimentar, que determinam a ocorrência dos diagnósticos de SAN na população.

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Publicado

2014-06-29