CONTROLE SOCIAL NA SAÚDE INDÍGENA: LIMITES E POSSIBILIDADES DA DEMOCRACIA DIRETA

Autores

  • Carla Costa Teixeira
  • Diego da Hora Simas
  • Nilton Miguel Aguilar de Costa

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v7i4.1420

Resumo

Este artigo visa refletir sobre as conquistas alcançadas nas duas últimas décadas no campo da saúde indígena, a partir da análise das resoluções e recomendações do Conselho Nacional de Saúde e da observação das atividades da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena que o assessora. Buscamos contribuir para a compreensão da relação dos representantes dessa população com as instituições de Estado, a partir da participação nas instancias de governo garantidas pelo dito controle social. Pensamos, portanto, os limites da democracia direta via controle social, a possibilidade de ação política que contemple o diálogo interétnico e a tradução das conquistas institucionais em melhorias significativas na realidade cotidiana da atenção diferenciada nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

Biografia do Autor

Carla Costa Teixeira

Possui doutorado em Antropologia pela Universidade de Brasília (1997), mestrado em Antropologia pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1991) e graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1984). É Professora Associada 3 da Universidade de Brasília, tendo sido professora visitante na Simon Fraser University (CA) durante seu pós-doutoramento (2009-2010), editora do Anuário Antropológico por dez anos (2001-2011) e desde 2011 é membro do conselho editorial da Coleção Antropologias (LACED; E-papers). Tem experiência de pesquisa em Antropologia da Política e da Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: etnografia das instituições e da vida política, e políticas de governo com ênfase na saúde indígena.

Diego da Hora Simas

Graduando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília. Tem experiência em Sociologia e Antropologia, com ênfase em Antropologia. Foi membro da Socius - Consultoria Jr. em Ciências Sociais, estágiario pela Fundação Nacional do Índio. É orientando da Profa. Carla Costa Teixeira no projeto Antropologia Política da Saúde, como bolsista pelo edital 2012 ProIC/CNPq/Unb.

Nilton Miguel Aguilar de Costa

Estudante da Universidade de Brasília, licenciado em Ciências Sociais e concluindo o bacharelado na habilitação Antropologia. Bolsista do Programa de Ensino Tutorial (PET) no departamento de Sociologia e membro do Grupo de Estudos em Antropologia da Saúde do departamento de Antropologia.

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Publicado

2013-12-02