Com quantos gestos se faz uma gestão em saúde?
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Como Citar

Souza, W. F., & Athayde, M. (2011). Com quantos gestos se faz uma gestão em saúde?. Tempus – Actas De Saúde Coletiva, 5(1), Pág. 135-157. https://doi.org/10.18569/tempus.v5i1.923

Resumo

Baseado no princípio ergológico de que “trabalhar é gerir”, procura-se neste artigo pensar gestão como um conceito ampliado. O artigo tem como base de análise as práticas gerenciais desenvolvidas em um Centro Municipal de Saúde do estado do Rio de Janeiro, no qual o autor da pesquisa lá desenvolvida para a sua tese de doutorado, exercia a função de diretor geral. A investigação teve como objetivo principal analisar, do ponto de vista da atividade, a dimensão gestionária do trabalho – inclusive do diretor – na Unidade de Saúde citada, a fim de discutir a viabilidade naquele locus – e, possivelmente em outras Unidades de Saúde – do exercício de um ergogerenciamento, isto é, uma direção gestionária, com base na perspectiva da Ergologia – quando o ponto de vista da atividade tem cidadania nos mundos do trabalho. O principal dispositivo técnico utilizado foi aquele denominado Encontros sobre o Trabalho. A pesquisa empreendida, conjuntamente com a experiência concreta de gerenciamento (como diretor geral), permitiu concluir que o esforço de implantação da modalidade que se denomina ‘ergogerência’ ou gerência gestionária, ergológica, privilegiando o ponto de vista da atividade, pôde colaborar para compreender↔transformar positivamente o cotidiano daquela Unidade. Contudo, sua aceitação por um maior número de atores e seu desenvolvimento dependem do atendimento de algumas necessidades, apontadas pelo coletivo de trabalho como entraves a superar.
https://doi.org/10.18569/tempus.v5i1.923
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