A primeira verdade inconveniente

Autores

  • Michel Odent

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v4i4.834

Resumo

Adotando uma perspectiva fisiológica para analisar a evolução da humanidade desde os primórdios até o presente, o autor identifica a espécie “Homo superpredador” como a prevalente na atualidade, que apresenta grande potencial de agressão e dificuldade para a convivência. Na medida que as estratégias básicas de sobrevivência dos grupamentos humanos são a dominação da natureza e a de outros grupamentos humanos, as sociedades bem sucedidas são as que transmitiram de geração em geração crenças e rituais que amplificam o potencial de agressão e moderam a capacidade de amar. Considerando os aspectos emergentes de expressão gênica e períodos críticos para a interação gênica com o meio ambiente, ele consegue associar as características do Homo superpredador com a forma pela qual os bebês nascem. Numa época em que é vital relfetir em termos de sobrevivência da humanidade, mais que na de grupamentos específicos, ele pondera se seria utópico induzir deliberada e conscientemnte o advento do Homo Ecologicus como uma nova variedade da espécie humana, através de um possível processo de modulação epigenética. Tal objetivo implica num questionamento: Seria a fisiologia moderna suficientemente poderosa para redescobrir as necessidade básicas da mulher em trabalho de parto e de seu bebê, apesar de séculos de socialização do parto e nascimento e do condicionamento cultural profundamente enraizado?

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Publicado

2012-12-29