Avaliação de protocolos e diretrizes clínicas para o manejo da hanseníase pelo instrumento AGREE II
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Palavras-chave

Hanseníase
Guia de prática clínica
Avaliação de tecnologias em saúde

Como Citar

Silva, E. V., de Souza Gonçalves, B., da Silva Carvalho, L., Machado de Oliveira, R. E., Escalante Saavedra, P. A., & Jorge de Miranda, M. (2026). Avaliação de protocolos e diretrizes clínicas para o manejo da hanseníase pelo instrumento AGREE II. Tempus – Actas De Saúde Coletiva, 20(1), 64–83. https://doi.org/10.18569/tempus.v20i1.3562

Resumo

A hansieníase é uma doença tropical, socialmente determinada com elevada  prevalência em países como Índia, Brasil, Indonésia e o continente americano. Diretrizes clínicas são documentos que reúnem recomendações para melhorar o cuidado prestado a pacientes. Idealmente, devem ser elaborados com rigor e obedecendo o princípio da saúde baseada em evidência, de forma que estes promovam recomendações assertivas, colaborando com a qualidade do cuidado. O objetivo deste artigo é avaliar a qualidade de protocolos e diretrizes para o manejo da hanseníase. A busca por diretrizes e protocolos foi realizada em bases de dados como PubMed, Cochrane e BVS. As diretrizes foram selecionadas a partir dos critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Foram encontradas 20 diretrizes, e foram selecionadas as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, Brasil, Índia, Paraguai e Colômbia. Estas foram avaliadas por meio do instrumento de avaliação AGREE II que aborda a variabilidade na qualidade e na transparência de diretrizes por meio de pontuações para seis domínios (escopo e finalidade, envolvimento das partes interessadas, rigor do desenvolvimento, clareza da apresentação, aplicabilidade e independência editorial). A avaliação geral mostrou que a diretriz da OMS obteve a maior média percentual (93%) e a diretriz do Paraguai obteve a menor média (47%). As diretrizes apresentaram discrepâncias principalmente em relação ao rigor de seu desenvolvimento e a independência editorial, sendo estes achados também descritos na literatura. Logo, sugere-se melhorias em relação ao rigor metodológico na elaboração de diretrizes e na gestão de conflitos de interesses e possíveis vieses.

https://doi.org/10.18569/tempus.v20i1.3562
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