Resumo
O presente estudo analisou o consumo alimentar da população atendida no sistema público de saúde de um município do Paraná e sua relação com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Os hábitos alimentares influenciam diretamente o desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade, sendo o alto consumo de alimentos ultraprocessados um fator de risco significativo. O objetivo foi avaliar a ingestão de alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados, identificando padrões alimentares da população. Trata-se de um estudo quantitativo e descritivo, baseado em dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de 2024. Foram analisados registros de 3.787 pacientes adultos (18 a 60 anos), considerando o consumo de feijão, frutas, verduras e legumes, bebidas adoçadas, hambúrgueres, embutidos, macarrão instantâneo e guloseimas. Os resultados indicaram um alto consumo de ultraprocessados (85,93%) e bebidas adoçadas (76,05%), além de um baixo consumo de frutas (38,68%), especialmente entre os homens (26,19%). Apenas o consumo de frutas apresentou diferença estatística significativa entre os sexos (p = 0,017). Esses achados reforçam a necessidade de incentivar a alimentação saudável, uma vez que o consumo inadequado está associado ao aumento das DCNTs. Além disso, fatores socioeconômicos podem influenciar essas escolhas, tornando essencial a implementação de políticas públicas para promover uma dieta equilibrada. Conclui-se que estratégias nutricionais eficazes são fundamentais para reduzir o consumo de ultraprocessados e aumentar a ingestão de alimentos naturais, contribuindo para a prevenção de DCNTs e a melhoria da saúde da população.

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