O projeto de cuidados antecipados, a percepção dos membros e parceiros da Rede Regional de Saude de Lausanne (Suíça)

Autores

  • Lila Devaux Universidade de Brasília
  • Mathilde Chinet
  • France Nicolas
  • Philippe Anhorn

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v13i2.2683

Resumo

Nos últimos anos, na Suíça, vários instrumentos (Directivas Antecipadas, Representante Terapêutico, etc.) foram disponibilizados aos doentes para lhes permitir indicar quais os cuidados que desejam receber ou não em caso de incapacidade de discernimento. No entanto, os objetivos destas ferramentas não são alcançados devido, entre outras coisas, à falta de apoio do paciente.Graças a um inventário, a Rede Regional de Saúde de Lausanne (RSRL) identificou as bases de um conceito teórico, o seu valor agregado para os profissionais e os eixos de trabalho que permitem a sua operacionalização. Este inventário explora as práticas atuais dos profissionais e sua visão de futuro através de entrevistas, questionários e observações de campo.Os resultados do inventário indicam que os profissionais sentem a necessidade de conhecer os valores do paciente, principalmente para facilitar a “tradução” das escolhas do paciente na sua prática profissional. A interdisciplinaridade é necessária no processo de apoio. O estabelecimento de um processo e padrões de referência comuns entre os profissionais atraiu o interesse dos inquiridos para assegurar uma melhor coordenação. A RSRL visa, através do Projeto de Cuidados Antecipados (ACP), apoiar a autodeterminação de pacientes com doenças crônicas e/ou degenerativas. Durante os cuidados e o acompanhado por um profissional especializado, os pacientes podem expressar seus valores, desejos e definir um objetivo de cuidados. Este objectivo destina-se a orientar a sua gestão actual e a que podera ocorrer em caso de incapacidade de discernimento. O projeto SAP também tem como objetivo fornecer aos profissionais uma referência comum para melhorar a continuidade dos cuidados.A implementação deste projeto exigirá uma mudança de cultura por parte dos profissionais e dos doentes. A remoção de certos obstáculos torna-se perimordial, tal como a falta de um registo electrónico dos doentes partilhado por todas as partes interessadas no sistema de saúde.

Publicado

2019-11-02