Percepções e crenças de higiene de mão de enfermeiras trabalhando em dois hospitais de Kinshasa

Autores

  • Nicole Muyulu Universidade de Brasília
  • Lucie Richard
  • Roxane Borgès Da Silva
  • Alexandre Prud’Homme

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v13i2.2678

Resumo

O objetivo deste estudo foi documentar percepções e crenças sobre a higiene das mãos entre enfermeiras em Kinshasa, República Democrática do Congo (RDC). O modelo PRECEDE-PROCEED orientou o trabalho, focando na análise nos fatores de predisposição e facilitadores. A abordagem utilizada foi do tipo descritivo correlacional. A amostra de conveniência incluiu enfermeiros de dois hospitais que participaram de um programa de treinamento de higiene das mãos. Os dados foram coletados por meio de um questionário auto aplicável. O enfoque das questões foi sobre o conhecimento, a percepção da higienização das mãos e as normas sociais a esse respeito, bem como sobre o acesso à infraestrutura que facilita a adoção desse comportamento. Análises bivariadas e multivariadas foram realizadas. Os resultados mostram menores escores para as escalas medindo o conhecimento e o acesso à infraestrutura, em comparação aos demais construtos estudados. Associações multivariadas significativas foram observadas no modelo de regressão relativo às percepções das normas sociais na higienização das mãos. Destacaram-se como preditores significativos: pertencer à faixa etária mais elevada (50 anos ou mais) e o local da prática (hospital e unidade). Esses resultados levantam questões sobre o impacto de longo prazo do programa de treinamento oferecido antes do presente estudo. Os resultados também apontam para a potencial influência do meio da prática na percepção de normas sociais. Mais pesquisas são necessárias para entender melhor a relação entre as características da enfermeira e os comportamentos de higiene das mãos.

Publicado

2019-11-02

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