SAÚDE BUCAL DE REFUGIADOS NO SÉCULO XXI: REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Paolla Zellya Borges Grupo Hospitalar Conceição-GHC
  • Beatriz Unfer Universidade Federal de Santa Maria-UFSM
  • Daniel Demétrio Faustino-Silva Grupo Hospitalar Conceição-GHC Serviço de Saúde Comunitária Programa de Pós-graduação em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v13i3.2612

Palavras-chave:

Refugiados. Saúde Bucal. Cárie Dentária. Doença Periodontal.

Resumo

Este trabalho tem por objetivo conhecer e analisar a situação de saúde bucal de refugiados, a fim de planejar ações e serviços e ampliar políticas públicas para esta população no Brasil e no mundo. O método de pesquisa utilizou a Revisão Integrativa para a síntese do conhecimento sobre o tema. Foi utilizada a base de dados Scopus e selecionadas 21 publicações na língua inglesa, sendo que nenhuma trata do tema no Brasil. Os resultados indicaram que os principais problemas bucais são cárie dentária e doença periodontal. São levantadas questões relativas aos costumes, crenças e conhecimentos prévios que influenciam na saúde bucal destas populações e o “efeito imigrante saudável”, quando o fenômeno da aculturação pode influenciar negativamente na saúde do reassentado. Mecanismos para o adequado atendimento de populações refugiadas podem ser encontrados nas Políticas Públicas de Saúde brasileiras, sendo necessária sua ampliação, adequando-as à situação atual de migração. Os profissionais de saúde devem ser preparados para lidar com a cultura e as experiências anteriores dessa população com relação aos cuidados bucais, criando vínculos desde o momento de sua chegada ao país.

Biografia do Autor

Daniel Demétrio Faustino-Silva, Grupo Hospitalar Conceição-GHC Serviço de Saúde Comunitária Programa de Pós-graduação em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS

Especialista em Saúde da Família Mestrado em Odontopediatria Doutor em Saúde Bucal Coletiva

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Publicado

2020-07-03

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS