Educação Permanente em Saúde como estratégia balizadora do processo de formação em saúde: a experiência da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da UESPI

Autores

  • Jordânia Ferreira Mesquita de Oliveira Assistente Social; Especialista em Saúde da Família pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade – Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
  • Leonardo Sales Lima Psicólogo; Mestre em Ciências e Saúde – UFPI; Professor Assistente II do Centro de Ciências da Saúde da UESPI e preceptor da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade – UESPI
  • Izabel Herika Gomes Matias Cronemberger Assistente Social; Mestre em Políticas Públicas – UFPI; Docente da Faculdade Santo Agostinho (FSA) e preceptora da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade – UESPI
  • Sâmia Luiza Coêlho da Silva Assistente Social; Mestre em Políticas Públicas – UFPI; Docente da Faculdade Maurício de Nassau Aliança e Preceptora da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade – UESPI)
  • Nayara de holanda Vieira Assistente Social; Especialista em Saúde da Família pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade – UESPI

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v11i1.2009

Palavras-chave:

Educação Permanente, Ensino, Formação Profissional

Resumo

A Educação Permanente em Saúde (EPS), estratégia de aprendizagem problematizadora do processo de trabalho em saúde, apresenta-se como importante elemento de reorientação da formação dos profissionais. Nesta pesquisa o objetivo foi analisar as concepções e práticas de EPS que permeiam o processo de ensino-aprendizagem do programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Universidade Estadual do Piauí (RMSFC-UESPI). Utilizou-se como técnica a entrevista semiestruturada realizada com dez residentes de diferentes categorias profissionais, selecionados de forma intencional. Os resultados apontam duas categorias: o conceito de EPS e o sistema aprendente do programa, onde se identificou que o processo de formação em saúde ora se apresenta como crítico e indutor de novas formas de fazer saúde, ora conserva as práticas de um modelo verticalizado de ensino-aprendizagem.

Referências

Merhy EE. Em busca do tempo perdido: a micropolítica do trabalho vivo em saúde. In: Merhy EE, Onocko R, organizadores. Agir em saúde: um desafio para o público. 3.ed. São Paulo: Hucitec; 2007. p.71-111.

Ceccim RB, Feuerwerker LCM. O Quadrilátero da Formação para a Área da Saúde: Ensino, Gestão, Atenção e Controle Social. PHYSIS 2004; 14(1):41-65.

Lobato CF. Formação dos trabalhadores de Saúde na Residência Multiprofissional em Saúde da Família: uma cartografia da dimensão política. Londrina. Dissertação [ Mestrado em Saúde Coletiva] – Universidade Estadual de Londrina; 2010.

Mitre SM, Siqueira-Batista R, Giardi-de-Mendonça JM, Morais-Pinto NM, Meirelles CAB, Porto-Pinto C et al. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação profissional em saúde: debates atuais. Ciênc. saúde coletiva. 2008; 13(2): 2133-44.

Pereira IC, Oliveira MAdeC. Atenção primária, promoção da saúde e o Sistema Único de Saúde: um diálogo necessário. São Paulo: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo; 2014.

Feuerwerker LCM. Educação dos profissionais de saúde hoje - problemas, desafios, perspectivas e as propostas do Ministério da Saúde. Revista. da ABENO. 2003; 3(1): 24-27.

Lima LS. A construção de um projeto de Residência Multiprofissional em Saúde da Família: reflexões acerca de uma experiência no Estado do Piauí. Teresina. Dissertação [Mestrado em Ciências e Saúde] – Universidade Federal do Piauí; 2010.

Minayo MCdeS. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 34. ed. Petrópolis, RJ: Vozes; 2015.

Gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. 5 ed. São Paulo: Atlas; 2010.

Minayo MCdeS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11 ed. São Paulo: Hucitec; 2008.

Guerra Y. A dimensão investigativa no exercício profissional. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS; 2009.

Funesa. Fundação Estadual de Saúde. Educação Permanente em Saúde no Estado de Sergipe: saberes e tecnologias para implantação de uma política. Livro do Aprendiz 2. Aracaju: FUNESA; 2011.

Lopes SRS, Piovesan ETdeA, Melo LdeOM, Pereira MFP. Potencialidades da educação permanente para a transformação das práticas de saúde. Com. Ciências Saúde.2007; 18(2):147-155.

Batista KBC, Goncalves OSJ. Formação dos profissionais de saúde para o SUS: significado e cuidado. Saúde Soc. 2011; 20(4): 884-899.

Silva CTda, Terra MG, Camponogara S, Kruse MHL, Roso CC, Xavier MdaS. Educação permanente em saúde a partir de profissionais de uma residência multidisciplinar: estudo de caso. Rev Gaúcha Enferm. 201435(3):49-54.

Ceccim RB. Educação Permanente em Saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface - Comunic, Saúde, Educ. 2005; 9(16):161-77.

Merhy EE. O desafio que a educação permanente tem em si: a pedagogia da implicação. Interface Comum Saúde Educ. 2005; 9(16): 161-77.

Assman H. Reencantar a educação: rumo à sociedade aprendente. 4. ed. Petrópolis : Vozes; 2000.

Parente JRF, Dias MSdeA, Chagas MIO, Craveiro MVdeA. A trajetória da Residência Multiprofissional em Saúde da Família de Sobral. In: Brasil. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Residência Multiprofissional em Saúde: experiências, avanços e desafios. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.

Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade. Universidade Estadual do Piauí. Manual Normativo da RMSFC-UESPI; 2014

Vasconcelos M, Grillo MJC, Soares SM. Módulo 4: práticas pedagógicas em atenção básica a saúde. Tecnologias para abordagem ao indivíduo, família e comunidade. Belo Horizonte: Editora UFMG – Nescon UFMG; 2009.

Ceccim RB. “Um sentido muito próximo ao que propõe a educação permanente em saúde” O devir da educação e a escuta pedagógica da saúde. Interface -Comunic, Saúde, Educ. 2007; 11(22): 345-63.

Feuerwerker LCM. A construção de sujeitos no processo de mudança da formação dos profissionais de saúde. Divulg. saúde debate. 2000; 22(1): 18-24.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Curso de Formação de facilitadores de educação permanente em saúde: unidade de aprendizagem – análise do contexto da gestão e das práticas de saúde. Rio de Janeiro: Ministério da Saúde/Fiocruz; 2005.

Cunha GT, Campos GWS. Método Paidéia para co-gestão de coletivos organizados para o trabalho. ORG & DEMO. 2010; 11(1): 31-46.

Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 36.ed. São Paulo: Paz e Terra; 1996.

Ceccim RB, Ferla AA. Educação e saúde: ensino e cidadania como travessia de fronteiras. Trab. educ. saúde. 2008; 6(3): 443-456.

Downloads

Publicado

2017-07-14