Oficinas culinárias: uma estratégia de educação nutricional sob a perspectiva do PRÓ-SAÚDE.

Autores

  • Lívia de Lacerda de Oliveira Pineli Universidade de Brasília, Faculdade de Saúde.
  • Roberta Figueiredo Resende Riquette
  • Glênia Pereira Moreira
  • Elizabete Cristina da Silva Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Garanhuns, Departamento de Zootecnia.
  • Daiana Constâncio de Assis
  • Lewestter Melchior de Lima
  • Evellin Christine de Sousa Pires
  • Verônica Cortez Ginani Universidade de Brasília.

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v9i1.1695

Resumo

O Subprojeto 5: Atividades Físicas/Práticas Corporais e Alimentação Saudável: os programas Jogo de Cintura, Doce Desafio e Oficinas Culinárias, inserido no Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde, tem como objetivo contribuir para a promoção de modos de viver saudáveis e sustentáveis, com ênfase na alimentação saudável e atividade física. Este estudo traz uma descrição das atividades das Oficinas Culinárias  de alimentação saudável e práticas alimentares. Foram realizadas cinco oficinas, quatro oficinas culinárias e uma de testes sensoriais. As etapas para planejamento das oficinas foram identificação da demanda e definição do tema; pesquisa, seleção das preparações e elaboração das fichas técnicas de preparo (FTP); elaboração do plano da oficina e preparo do material e divulgação; realização da oficina; e, análise dos dados. O público-alvo foi composto de adultos portadores de Diabetes Mellitus ou outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis, participantes dos programas Doce Desafio ou Jogo de Cintura para oficinas culinárias e nutricionistas dos Restaurantes Comunitários do Distrito Federal (DF) para oficina de testes sensoriais. Foram aplicados os testes sensoriais  triangular e/ou de aceitação dependendo da oficina. As preparações realizadas apresentaram em geral boa aceitação com exceção daquelas em que houve dificuldades com as instruções da FTP. Os participantes que foram questionados sobre a satisfação com as oficinas, responderam de forma positiva. As Oficinas Culinárias revelam-se como estratégia de educação nutricional no contexto do Pró-Saúde, considerando a comunidade atendida, como campo de prática para ensino e pesquisa e formação dos estudantes dentro dos princípios de atenção primária em saúde.  

Biografia do Autor

Lívia de Lacerda de Oliveira Pineli, Universidade de Brasília, Faculdade de Saúde.

Possui graduação em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (2002), mestrado em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília (2005) e doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (2009). Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento de produtos alimentícios para restrições alimentares e desenvolvimento de alimentos funcionais usando como ingredientes frutos, nozes e grãos de biodiversidade, especialmente a partir do bioma cerrado. Estudos incluem principalmente análises de compostos bioativos, atividade antioxidante e vitaminas. Outras análises físicas e químicas também são realizadas em associação com estudos sensoriais para avaliação dos atributos e da aceitação dos alimentos.

Roberta Figueiredo Resende Riquette

utricionista pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM - (2010), Mestre em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG - (2013) e, atualmente, Doutoranda em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional pelo Instituto Valéria Paschoal (VP). É, ainda, consultora na área de Microbiologia e Higiene de Alimentos de uma rede de hotéis em Brasília. Possui experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos com ênfase em Ciência de Alimentos atuando principalmente nas seguintes áreas: Análise microbiológica de Alimentos e Água, Higiene de Alimentos, Microbiologia de Alimentos, Processos fermentativos, Desenvolvimento de novos produtos, Alimentos funcionais (Prebióticos, probióticos, simbióticos, extrato hidrossolúvel de soja, mel de abelha, etc), Análise Sensorial e Composição centesimal.

Elizabete Cristina da Silva, Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Garanhuns, Departamento de Zootecnia.

Graduada em Zootecnia no ano de 2008 pela Universidade Federal Rural de Pernambuco/Texas A & M University-2007 (intercâmbio). Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Zootecnia, Área de Produção Animal- Universidade Federal Rural de Pernambuco (2010). Doutora em Ciências Animais pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Animais-UnB (2014)/Doutorado Sanduíche no Centro de Recerca en Agrigenómica pelo programa Ciência sem Fronteiras (2013-2014). Tem experiências nas áreas de produção animal, caracterização de recursos genéticos animais, melhoramento genético, reprodução animal, marcadores microssatélites, SNPs e DNA mitocondrial.

Verônica Cortez Ginani, Universidade de Brasília.

Nutricionista formada pela Universidade de Brasília (1995), especialista em Qualidade em Alimentos (UnB) e com mestrado e doutorado em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase principalmente nos seguintes temas: higiene dos alimentos, gestão de serviços de alimentação, técnica dietética, gastronomia, alimentos regionais.

Referências

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Publicado

2015-08-29