“Qualé, papai! Um outro olhar sobre a paternidade adolescente”: O uso da fotografia no campo da Saúde Coletiva.

Autores

  • Maria José Nogueira Fundação João Pinheiro.
  • Henrique Augusto Nunes Texeira
  • Alberto Mesaque Martins Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de Psicologia.
  • Carla Almeida Capanema
  • Samuel Moizés Barcelos
  • Celina Maria Modena
  • Virgínia Torres Schall Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Pesquisas René Rachou.

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i4.1585

Resumo

Assistimos na primeira década do século XXI uma resignificação dos sentidos atribuídos ao ser “homem” e também ao ser “pai”, sendo estes atualmente reconhecidos não apenas como provedores do sustento material e financeiro, mas como aptos a desempenhar tarefas e atividades antes identificadas como pertencentes ao universo feminino. Cada vez mais a paternidade deixa de ser apenas um dever a ser cumprido, passando a ser considerada um direito a ser exercido pelos homens. O objetivo desse trabalho é apresentar o processo de construção de um ensaio fotográfico intitulado “Qualé Papai! Um outro olhar sobre paternidade na adolescência” e analisar o potencial do mesmo para criação de espaços críticos reflexivos para o diálogo sobre a temática. O estudo foi realizado em uma área periférica Belo Horizonte-MG, denominada Vila Cafezal. Ao final do processo foram escolhidas 16 fotos, para compor a mostra fotográfica. Faz parte também da exposição um mural de fotos em preto e branco com imagens sobrepostas por fragmentos das falas retirados das entrevistas realizadas com os pais. A exposição percorreu espaços públicos no município de Belo Horizonte com grande presença de adolescentes, seguidas de rodas de conversa e debates com os jovens. A análise do processo de construção do ensaio fotográfico “Qualé Papai!” e o discurso dos adolescentes apontam para o potencial do uso da fotografia no âmbito da Saúde Coletiva, revelando tratar-se de um importante dispositivo capaz de disparar processos de significação e produção de sentido, indispensáveis para as práticas de promoção, educação e comunicação em saúde.

Biografia do Autor

Maria José Nogueira, Fundação João Pinheiro.

Prof. colaboradora do programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do CPqRR/Fiocruz Minas e pesquisadora da Fundação João Pinheiro. Integra a Equipe de Pesquisa do Observatório da Juventude do Centro de Estudos e Politicas Públicas CEPP.

Henrique Augusto Nunes Texeira

É licenciado em Artes Visuais (2008), bacharel Artes Gráficas (2010) e mestre em Arte pela Escola de Belas Artes da UFMG (2012). Atualmente é doutorando da Faculdade de Educação da UFMG, investigando imagem e mediações tecnoestésicas em contextos indígenas.

Alberto Mesaque Martins, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de Psicologia.

Professor do curso de graduação em Psicologia da Faculdade Pitágoras (Betim) e do curso de Pós Graduação em Intervenção Psicossocial no contexto das Políticas Públicas do Centro Universitário UNA. Atua também como tutor orientador do Curso de Especialização em Gênero e Diversidade Sexual na Escola da UFMG.

Carla Almeida Capanema

Psicóloga, psicanalista, doutora em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2015), na área de concentração "Investigações Clínicas em Psicanálise".

Samuel Moizés Barcelos

Bacharel em Ciências Sociais, com experiência na área de Sociologia. Atua nos seguintes temas: metodologia participativa, metodologia qualitativa, metodologia quantitativa, adolescência, materiais educativos, gênero, sexualidade e gestão de projetos.

Celina Maria Modena

Possui Pós-Doutorado em Saúde Coletiva pela Fiocruz-MG, Doutorado em Ciências pela UFRRJ, graduação em Psicologia pela UFMG e graduação em Medicina Veterinária pela UFRGS. É orientadora de mestrado e doutorado do curso de Pós-Graduação em Saúde Coletiva,área Ciências Humanas e Sociais em Saúde, da Fiocruz-Minas.É orientadora de mestrado e doutorado do curso de Pós-Graduação em Saúde Coletiva,área Ciências Humanas e Sociais em Saúde, da Fiocruz-Minas.

Virgínia Torres Schall, Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Pesquisas René Rachou.

Pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz. Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1978), Mestrado em Fisiologia (área de concentração: Neurofisiologia) pela Universidade Federal de Minas Gerais (1980) e Doutorado em Educação pela Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1996).

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Publicado

2015-02-16

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS