Promoção da saúde na metrópole com foco na intersetorialidade e sustentabilidade.

Autores

  • Daniele Pompei Pompei Sacardo
  • Grace Noronha Noronha
  • Helio Neves Neves
  • Yamma Mayura Duarte Alves

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i3.1568

Resumo

A complexidade do campo da promoção da saúde tem desafiado pesquisadores e profissionais a desenvolver métodos de avaliação para produzir uma base de evidências sobre a efetividade das políticas e ações empreendidas. Este artigo aborda da temática da produção da evidências da efetividade da promoção da saúde por meio da avaliação do “Programa Ambientes Verdes e Saudáveis – PAVS” implantado como uma política pública municipal em São Paulo/Brasil desde o ano 2009, tomando como dimensões analíticas a sustentabilidade e a intersetorialidade. A abordagem metodológica empreendida foi qualitativa assegurando ampla interação entre os gestores envolvidos no Programa e os pesquisadores. Foram realizadas entrevistas com os atores-chave selecionados a partir da posição gestora que ocupavam no Programa até o ano de 2011. Do ponto de vista analítico, foram observados aspectos que podem auxiliar no entendimento presente e nas perspectivas futuras das iniciativas de promoção da saúde. É significativo o entendimento entre os sujeitos do PAVS de que a sustentabilidade depende da criação de uma visão comum e de um modelo de análise também compartilhado. Essa investigação apontou que o fato de existirem parcerias, trabalho intersetorial, redes sociais, alianças, têm trazido resultados bastante positivos para a manutenção do Programa. Todos essas dimensões explicitadas nos depoimentos daqueles que constroem o Programa nos desafiam a pensar a promoção da saúde sob a ótica do desenvolvimento e da condição humana. Nesse sentido, o PAVS é exemplar, e seus aprendizados podem ser capazes de indicar caminhos para a construção de soluções viáveis aos complexos problemas vividos nas metrópoles.

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Publicado

2014-12-24

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS