As Campanhas da Voz no percurso da Informação, Educação e Comunicação em Saúde – uma (re)visão reflexiva.

Autores

  • Rodrigo Dornelas Carmo Coordenação Editorial - Editora Executiva - Editora Associada Tecnologia da Informação, Educação e Comunicação em Saúde - Universidade de Brasília - Núcleo de Estudos de Saúde Publica
  • Maria Fátima Sousa Sousa Diretora da Faculdade de Ciências da Saúde
  • Ana Valéria Machado Machado Mendonça Professora adjunta IV do Departamento de Saúde Coletiva, da Universidade de Brasília (UnB).

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i3.1560

Resumo

A Campanha da Voz proposta pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) é uma ação estratégica em Saúde que tem como objetivo promover os cuidados com a voz junto à população. Surgiu com um enfoque na prevenção, a partir do aumento da incidência de câncer de laringe na população brasileira, sendo que atualmente aborda diversos temas e estratégias na busca pela Promoção da Saúde, representando, portanto uma importante ação educativa promovida no âmbito da Fonoaudiologia e da Saúde Coletiva, e que embora muito valorizada pelos fonoaudiólogos, ainda tem sido pouco estudada. Neste sentido, este artigo tem como objetivo realizar uma revisão crítica reflexiva sobre as campanhas da voz promovidas pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) no contexto da Informação, Educação e Comunicação em Saúde. Entender os reflexos da campanha está relacionado à possibilidade de modificação das estratégias pedagógicas utilizadas, sustentada pela instrumentalização teórica estabelecida. Isso demonstra a necessidade de uma maior instrumentalização por parte dos profissionais envolvidos neste processo para que possa garantir a qualidade da proposta de uma campanha em saúde. Neste sentido a revisão dos conceitos trabalhados e a forma como são colocados à população nos direciona ao real objetivo das campanhas de saúde, ligado à promoção da saúde, refletindo na qualidade de vida da população.

Biografia do Autor

Rodrigo Dornelas Carmo, Coordenação Editorial - Editora Executiva - Editora Associada Tecnologia da Informação, Educação e Comunicação em Saúde - Universidade de Brasília - Núcleo de Estudos de Saúde Publica

Professor Adjunto na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Doutorado em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2015). Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (2012). Especialista em Linguagem pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2012), Especialista em Voz (2007), aprimorado em Saúde Coletiva (2006) e Bacharel em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005).

Maria Fátima Sousa Sousa, Diretora da Faculdade de Ciências da Saúde

Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB (2014), doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília-UnB (2007), mestre em Ciências Sociais pela UFPB (1994), especialista em Saúde Coletiva e graduada em Enfermagem pela UFPB (1986). Professora adjunta III do Departamento de Saúde Coletiva, da Faculdade de Ciências da Saúde, da UnB.

Ana Valéria Machado Machado Mendonça, Professora adjunta IV do Departamento de Saúde Coletiva, da Universidade de Brasília (UnB).

Pós doutora em Comunicação em Saúde, pelo Centre de Recherche sur la Communication et la Santé (ComSanté), da Université du Québec à Montréal (UQAM). Possui doutorado em Ciência da Informação pela UnB, mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialização em Administração da Comunicação Empresarial e graduação em Jornalismo e Relações Públicas.

Referências

Boehs AE, Monticelli M, Wosny AM, Heidemann IBS, Grisotti M. A interface necessária entre enfermagem, educação em saúde e o conceito de cultura. Texto Contexto Enferm. 2007 Abr-Jun; 16(2):307-14.

BRASIL. Ministério da Saúde: Informação, Educação e Comunicação para o SUS, 1996. [acesso em 05/08/2010] Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd08_11.pdf.

Casanova IA, Moraes AAA, Ruiz-Moreno L. O ensino da promoção da saúde na graduação de fonoaudiologia na cidade de São Paulo. Pro-Posições, Dez 2010: 21(3); 219-234.

Lipay MS, Almeida EC. A fonoaudiologia e sua inserção na saúde pública. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 2007: 16(1):31-41.

Sampaio MM, GONÇALVES A. Fonoaudiologia em Saúde Pública: apreciações preliminares a propósito de experiência pioneira em São Paulo. Rev Saúde Publ, São Paulo, 1980:14:215-23.

Freire RM. Fonoaudiologia em Saúde Pública. Rev Saúde Publ, São Paulo, 1992: 26(3): 179-84.

Branco MAF Informação e saúde: uma ciência e suas políticas em uma nova era. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz. 2006; (1): 222.

Wellisch H. From information science to informatics: a terminological investigation. Journal of Librarianship. London. 1972: 4(3): 157-87.

CONASEMS. Relatoria Final da mesa Informação em Saúde. Brasília, Distrito Federal; 2011. XXVII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. [acesso em 14/09/2010].Disponível em: http://www.nesp.unb.br/forum/viewforum. php?f=47.

Branco MAF. Sistemas de informação em saúde no nível local. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro. 1996 abr-jun: 12(2):267-270.

Moraes AF. Informação estratégica para as ações de intervenção social na saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 2008 13 Sup 2:2041-2048, 2008.

Freire P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro. Editora Paz e Terra. 1987.

Teixeira MLO, Ferreira MA. Cuidado compartilhado: uma perspectiva de cuidar do idoso fundamentada na educação em saúde. Texto contexto - enferm. 2009: 18(4): 750-8.

Pereira AV, Vieira ALS, Filho AA. Grupos de educação em saúde: aprendizagem permanente com pessoas soropositivas para o HIV. Trab. Educ. saúde, 2011: (9)1.

Bagnato MHS, Renovato RD. 1. Práticas educativas em saúde: um território de saber, poder e produção de identidades. In: Deitos RA, Rodrigues RM organizadores. Estado, desenvolvimento, democracia & políticas sociais. Cascavel (PR): EDUNIOESTE; 2006. p.87-104

Renovato RD, Bagnato, MHS. Práticas educativas em saúde e a constituição de sujeitos ativos. Texto contexto - enferm. 2010: 19(3).

Santo R, Penna CM. A educação em saúde como estratégia para o cuidado à gestante, puérpera e ao recém-nascido. Texto Contexto Enferm. 2009 Out-Dez; 18(4):652-60.

Parreira C. (Universidade de Brasília). Informação, Educação e Comunicação em Saúde: Relato de Experiência. Brasília-DF.

Hansen JH. Como entender a saúde na comunicação? São Paulo. Editora Paulus. 2004.

Corcoran N. Teorias e modelos na comunicação de mensagens em saúde. In: Corcoran N. Comunicação em Saúde. Estratégias para promoção de Saúde. São Paulo: Roca; 2010.

Carvalho APA, Verissimo MLOR. Comunicação e educação nas consultas de crianças com infecções respiratórias agudas. Rev. esc. enferm. USP, 2011: 45(4): 857-854.

Duarte LC. Reflexiones en torno de la enseñanza de la comunicación para la salud. Iatreia 2010-2011: 23(4): 400-04.

Costa MCC, Teixeira LA. As campanhas educativas contra o câncer. Hist. cienc. saude-Manguinhos , 2010: 17(1): 223-41.

Campanha Nacional da Voz – 11 Anos de Carinho e Atenção à Saúde Vocal [homepage na Internet]. São Paulo: Associação Brasileira de Laringologia e Voz; 2005 [acesso em 5 nov 2011].Disponível em: http://www.ablv.com.br/novo/secao_detalhes.asp?s=2&id=42.

Orientação Geral Sobre a Campanha da voz [homepage na Internet]. São Paulo: Associação Brasileira de Laringologia e Voz; 1999 [acesso em 5 nov 2011]. Disponível em: http://www.ablv.com.br/campanha/cartilha_do_medico.pdf.

Relatório Final [homepage na Internet]. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia; 1999 [acesso em 10 jan. 2012]. Disponível em: http://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/Historico_das_Campanhas_da_Voz.pdf.

Czeresnia D. O conceito de saúde e a diferença entre prevenção e promoção. In: Czeresnia D, Freitas CM (org.). Promoção da Saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Ed.Fiocruz, 2003. p.39-53.

Buss PM. Promoção da saúde e qualidade de vida. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, RJ. 2000: 5(1): 163-177.

Penteado RZ, Giannini SPP, Costa, BCG. A Campanha da Voz em dois jornais brasileiros de grande circulação. Revista Saúde e Sociedade, São Paulo, 2003: 11(2): 49-65.

Manual de sugestões e condutas para a realização da Campanha da Voz [homepage na Internet]. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia; 2011 [acesso em 10 jan. 2012].Disponível em: http://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/Historico_das_Campanhas_da_Voz.pdf.

Penteado RZ. Folders das campanhas nacionais da voz – análise dos aspectos de apresentação, conteúdo e linguagem. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, 2003: 14(2): 319-49.

Downloads

Publicado

2014-12-24

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)