Complementação do debate sobre Saúde da Criança e do Adolescente Indígena

Autores

  • Flávia Aparecida Squinca Mestre. Assistente Social do Hospital Universitário de Brasília e Preceptora do Programa Educacional Tutorial de Saúde Indígena da Universidade de Brasília.
  • Dario Palhares Palhares Doutor. Pediatra do Hospital Universitário de Brasília e Preceptor do Programa Educacional Tutorial de Saúde Indígena da Universidade de Brasília.
  • Joanice Gonçalves Santos Graduanda indígena do Povo Atikum de Pernambuco, do curso de Medicina da Universidade de Brasília. Programa Educacional Tutorial de Saúde Indígena da Universidade de Brasília.

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i2.1520

Resumo

A população indígena que habita o Brasil é de quase 900 mil indivíduos, divididos entre 305 etnias. A preocupação com a saúde das crianças e adolescentes indígenas foi reforçada na 4ª Conferência Nacional de Saúde Indígena. O objetivo deste trabalho é atualizar o debate sobre saúde da criança e adolescente indígena. No que tange ao perfil nutricional, os dados são conflitantes em estabelecer um diagnóstico de desnutrição, pois existe marcada convergência dos trabalhos citados no sentido de mostrar baixa estatura, porém com a manutenção da proporcionalidade peso/estatura. Tanto fatores étnicos como nutricionais podem estar presentes: déficits estaturais até certo percentual poderiam ser considerados como de origem étnica; acima disso, já indicariam desnutrição em nível populacional. Metade dos novos casos de tuberculose entre os índios é diagnosticada na infância e na adolescência. Todos os estudos apontam para a necessidade do aperfeiçoamento da política e das ações de saúde direcionadas às especificidades socioculturais dos povos indígenas.

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Publicado

2014-06-29