A produção da saúde e a população do campo: uma experiência no assentamento de reforma agrária em Pernambuco – Brasil

Autores

  • Marina Fenicio Soares Batista Residente em Saúde da Família pelo Programa Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família pela Universidade de Pernambuco, RIMISF/UPE.
  • Paulette Cavalcanti Albuquerque Professora da Universidade de Pernambuco e pesquisadora da Fiocruz Pernambuco.

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i2.1518

Resumo

Este estudo objetiva analisar a produção da saúde no campo, a partir de vivências em assentamento rural vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), na Região Metropolitana de Recife, Pernambuco. O estudo é fruto de um projeto de extensão desenvolvido por residentes em saúde da família e saúde coletiva, que visava a fomentar a visibilidade dessa população, vivenciando na prática o que é ser camponês, dialogando com a promoção à saúde, a educação popular e os princípios do movimento em articulação. O projeto foi construído com o setor saúde do MST-PE e teve duração de 12 meses, nos quais se trabalhou o Diagnóstico Rural Participativo, entre outras atividades em encontros quinzenais. A partir das vivências e da análise documental das relatorias e outros documentos, buscou-se sistematizar a produção da saúde no campo, colocando-a em análise. Foram identificadas três categorias principais: organização, incluindo o trabalho em grupo e identidade camponesa; produção da saúde, incluindo sua percepção e determinantes; identidade e lutas da população assentada. Como resultados, considerou-se que a organização e mobilização do assentamento enquanto movimento estão adormecidas, mesmo sendo potentes; que ainda se referenciam em modelos de saúde biomédicos, relacionando saúde com assistência médica e que ações de promoção da saúde ou educativas referenciadas na Educação Popular são poucas, mas podem ser desenvolvidas. A potência do movimento e da articulação dele com as residências em saúde podem sinalizar na perspectiva de resignificação da saúde nos assentamentos e da construção de outros projetos como a Residência em Saúde no Campo.

Biografia do Autor

Marina Fenicio Soares Batista, Residente em Saúde da Família pelo Programa Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família pela Universidade de Pernambuco, RIMISF/UPE.

Possui graduação em Terapia Ocupacional (2011).

Paulette Cavalcanti Albuquerque, Professora da Universidade de Pernambuco e pesquisadora da Fiocruz Pernambuco.

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (1987), mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (1994) e doutorado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (2003).

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Publicado

2014-06-29

Como Citar

Batista, M. F. S., & Albuquerque, P. C. (2014). A produção da saúde e a população do campo: uma experiência no assentamento de reforma agrária em Pernambuco – Brasil. Tempus – Actas De Saúde Coletiva, 8(2), Pág. 173-194. https://doi.org/10.18569/tempus.v8i2.1518