A educação ambiental para a agricultura familiar e as influências do agronegócio: aproximações entre Brasil e Moçambique

Autores

  • Inny Bello Accioly Doutoranda em Educação e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especialista em Educação Ambiental pela PUC-Rio. Graduada em Educação Artística pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Endereço: Rua Uruguai, 379/ Cobertura. Tijuca. Rio de Janeiro - RJ. CEP: 20510-060.

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v8i2.1512

Resumo

Este trabalho é fruto da análise do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF), que foi elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil a partir de reivindicações de movimentos de trabalhadores rurais organizados. Ao examinar um programa educacional específico, buscamos apontar o modus operandi da atual “democracia” brasileira e suas relações com o modelo de desenvolvimento adotado, baseado principalmente na exploração intensiva dos recursos naturais. Reivindicado pelos movimentos dos trabalhadores rurais, o programa analisado rapidamente tornou-se operatório ao padrão de acumulação vigente, especialmente ao definir certo tipo de uso do solo e ao subsumir os conceitos de “agricultura camponesa” e “soberania alimentar” aos conceitos de “agricultura familiar” e “segurança alimentar”, por meio de uma “pedagogia da participação”. Neste trabalho, também buscamos apontar indícios de que este modelo educacional vem sendo exportado para Moçambique por meio de acordo de cooperação internacional que visa a implantar o Prosavana.

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Publicado

2014-06-28