A Pluralidade Sociocultural no Brasil e os Desafios para a Implantação das Políticas Públicas de Saúde

Autores

  • Marianna Assunção Figueiredo Holanda
  • Saulo Ferreira Feitosa

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v7i4.1415

Resumo

Ao pensarmos a assimilação por parte do Estado e dos governos da “diversidade cultural” como parte das políticas públicas, fazse necessária uma reflexão sobre a implicação desta noção: o que ela representa na concepção e na implementação das políticas de saúde? Há realmente transformações estruturais do sistema uninacional e monocultural que assegurem a manifestação plena dessa pluralidade nas ações efetivas? Pautado na “universalidade do acesso”, o sistema de saúde do Brasil se apresenta como “pluralista”, contudo, uma análise das políticas para grupos populacionais específicos – mulheres, crianças, população negra, população do campo e da floresta, povos indígenas, entre outros – nos permite demonstrar vícios e discriminações próprias da colonialidade do poder, ou seja, expressos por ações excludentes que, em sua própria estrutura, não permitem a inserção de perspectivas plurais.

Biografia do Autor

Marianna Assunção Figueiredo Holanda

Doutoranda em Bioética, aluna do PPG Bioética da UnB.

Saulo Ferreira Feitosa

Especialista em Bioética e mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Doutor em Bioética pela Universidade de Brasília. Estudou Odontologia na Universidade Federal de Alagoas e Teologia no Instituto Teológico do Recife - PE. Possui Licenciatura Plena em História pela Fundação de Ensino Superior de Olinda. Atualmente é professor do curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco, no Centro Acadêmico do Agreste. Professor do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Bioética da Cátedra UNESCO de Bioética da Universidade de Brasília desde 2007. Membro-Titular da Comissão Nacional de Política Indigenista do Ministério da Justiça desde 2007. Membro-Titular da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no período de 2009-2013.

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Publicado

2013-12-03