E o que faz/pode fazer um bacharel em Saúde Coletiva? A arte de pesquisar como prática de promoção de saúde

Autores

  • Rosamaria Carneiro Coordenação Editorial - Editora Executiva - Editora Associada Tecnologia da Informação, Educação e Comunicação em Saúde - Universidade de Brasília - Núcleo de Estudos de Saúde Publica

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v7i3.1397

Resumo

Este pequeno ensaio busca explorar as habilidades e as competências dos egressos dos recém-criados cursos de graduação de Saúde Coletiva no Brasil, partindo de uma leitura pouco convencional de promoção da saúde. Para tanto, tomando de saída, a particularidade ou pretensão “transdisciplinar” dos referidos cursos de graduação, nos dispomos a pensar o Sanitarista tanto como profissional diferenciado e ainda em construção, como também aquele que pode realizar a metacrítica do campo da saúde. Se assim pensada a figura o respectivo profissional, sua prática também parece poder sê-lo, quando, em razão de sua formação em Ciências Sociais (Antropologia/Sociologia), desponta como aquele que produz a promoção da saúde sem necessariamente pensá-la como intervenção direta e muitas vezes etnocêntrica, mas como o ator que, ao pesquisar significados, concepções e representações sociais, pode construir pontes, pensar diálogos e contribuir para a tradução e outros olhares sobre corpo, saberes, práticas de cuidado e políticas públicas. Não sem dilemas e tensões, figuraria, portanto, como o profissional de saúde que compreende processos e mapeia situações antes de agir ou que nem mesmo age, mas que, ao pesquisar, “observa, escuta e descreve”, em nome da comunicação e de leituras de mundos menos avessas às caixas disciplinares da ciência moderna.

Biografia do Autor

Rosamaria Carneiro, Coordenação Editorial - Editora Executiva - Editora Associada Tecnologia da Informação, Educação e Comunicação em Saúde - Universidade de Brasília - Núcleo de Estudos de Saúde Publica

Professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva, da Universidade de Brasília (UnB). Possui doutorado em Ciência da Informação pela UnB, mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialização em Administração da Comunicação Empresarial e graduação em Jornalismo e Relações Públicas. Atualmente é coordenadora do Centro de Tecnologias Educacionais Interativas em Saúde, da Faculdade de Ciências da Saúde (CENTEIAS/FS) e pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da UnB (NESP/CEAM/UnB), onde coordena a Unidade de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Informação em Comunicação em Saúde Coletiva (CNPq-Brasil). Foi consultora em projetos de inclusão digital para o Ministério das Comunicações. Tem experiência nas áreas das Ciências da Informação e da Comunicação com ênfase em Comunicação da Informação, atuando principalmente nos seguintes temas: informação e comunicação em saude, tecnologias da informação e comunicação em saúde, inclusão digital, alfabetização em informação e em comunicação, redes sociais e ensino a distância.

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Publicado

2013-11-02