Exposição às substâncias cancerígenas no ambiente de trabalho: ameaça a saúde dos catadores de lixo do Brasil

Autores

  • Thaís Fernandes Oliveira Universidade de Brasilia Núcleo de Estudos de Saúde Publica

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v7i2.1349

Resumo

No Brasil, estima-se que o número de catadores de materiais recicláveis seja de aproximadamente 500 mil. Nos “lixões” os catadores lidam com resíduos domésticos, industriais, hospitalares, comerciais dentre outros, onde não há nenhum tipo de segregação do mais contaminado para o menos contaminado. A exposição a diversas substâncias nocivas a saúde, dentre elas as substâncias cancerígenas, merecem destaque, pois possui o potencial para alterar a estrutura do genoma e/ou a expressão da informação genética, aumentando o risco para o desenvolvimento de câncer.

Biografia do Autor

Thaís Fernandes Oliveira, Universidade de Brasilia Núcleo de Estudos de Saúde Publica

Professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva, da Universidade de Brasília (UnB). Possui doutorado em Ciência da Informação pela UnB, mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialização em Administração da Comunicação Empresarial e graduação em Jornalismo e Relações Públicas. Atualmente é coordenadora do Centro de Tecnologias Educacionais Interativas em Saúde, da Faculdade de Ciências da Saúde (CENTEIAS/FS) e pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da UnB (NESP/CEAM/UnB), onde coordena a Unidade de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Informação em Comunicação em Saúde Coletiva (CNPq-Brasil). Foi consultora em projetos de inclusão digital para o Ministério das Comunicações. Tem experiência nas áreas das Ciências da Informação e da Comunicação com ênfase em Comunicação da Informação, atuando principalmente nos seguintes temas: informação e comunicação em saude, tecnologias da informação e comunicação em saúde, inclusão digital, alfabetização em informação e em comunicação, redes sociais e ensino a distância.

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Publicado

2013-09-25

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS