Perfil epidemiológico e demográfico dos casos de dengue na região central de Goiânia – Goiás: de 2008 a março de 2013.

Autores

  • Adriana Márcia Monteiro Fantinati Pontifícia Universidade Católica de Goiás.
  • Ana Carolina Almeida dos Santos Santos Pontifícia Universidade Católica de Goiás.
  • Suely Satoko Inumaru Pontifícia Universidade Católica de Goiás.
  • Viviane Teixeira Duarte Valério Universidade Estadual de Goiás.
  • Marcelo Silva Fantinati Universidade Federal de Goiás.

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v7i2.1347

Resumo

Justificativa: A dengue é uma doença infecciosa de caráter emergente e reemergente no mundo inteiro, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais, como é o caso da cidade de Goiânia, que vem apresentando sucessivas epidemias desde a década de 1990. Objetivo: Observando esse cenário, este estudo visa descrever o perfil epidemiológico da dengue no município de Goiânia, entre os anos de 2008 a março de 2013. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional. Foram utilizados dados de dois sistemas de informação oficial, o DATASUS e o SINAN. Para o processamento e análise estatística dos dados foi utilizado o programa SPSS v. 18.0, sendo empregado o teste de Qui-quadrado para comparar a distribuição temporal dos casos de dengue, significância de p≤0,05. Resultados: Dentro do período estudado observou-se que 94,6% dos acometidos vivem na zona urbana, 52,7% são mulheres, encontram-se na faixa etária de 20-39 anos e possuem baixa escolaridade. O principal sorotipo encontrado foi o DENV II e a principal classificação foi a Dengue clássica, 60%, evoluindo para cura em 60,9% dos casos. O principal distrito sanitário acometido foi o central, apresentando o índice de infestação predial maior que 1%. Grande parte das informações da ficha epidemiológica foi ignorada, sugerindo despreparo por parte de alguns profissionais da saúde. Conclusão: sabe-se que a erradicação da dengue é incerta, pois depende de vários fatores relacionados à doença (ambientais, culturais, socioeconômicos), mas, esforços em conjunto feitos pela sociedade e poder público são fundamentais para um ambiente urbano organizado e para o controle da mesma.

Biografia do Autor

Adriana Márcia Monteiro Fantinati, Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Mestrandas do curso de pós gradua ão em ciências ambientais e da saúde da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Escola Superior de Educação Física de Goiás Departamento de Fisioterapia Eseffego

Ana Carolina Almeida dos Santos Santos, Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Mestrandas do curso de pós gradua ão em ciências ambientais e da saúde da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Escola Superior de Educação Física de Goiás Departamento de Fisioterapia Eseffego

Suely Satoko Inumaru, Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Mestrandas do curso de pós gradua ão em ciências ambientais e da saúde da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Escola Superior de Educação Física de Goiás Departamento de Fisioterapia Eseffego

Viviane Teixeira Duarte Valério, Universidade Estadual de Goiás.

Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela Universidade Estadual de Goiás.

Marcelo Silva Fantinati, Universidade Federal de Goiás.

Doutorando em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Goiás.

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Publicado

2013-09-25

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS