Reflexões sobre a Estratégia Saúde da Família e o desenvolvimento de suas bases sócio-políticas, econômicas e técnico-científicas

Autores

  • Tiago José Silveira Silveira Teófilo Universidade de Brasilia Núcleo de Estudos de Saúde Publica
  • Cheila Portela Portela Silva

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v6i4.1210

Resumo

Discorre-se acerca da Estratégia Saúde da Família (ESF), detendo-se em movimentos que geraram seu desenvolvimento como principal programa para a organização da atenção primária à saúde no Brasil. Recorre-se às discussões sobre os aspectos sociopolíticos, econômicos e técnico-científicos em textos de pesquisas sobre o tema no país. Os mentores que mais incentivaram o processo de desenvolvimento da Estratégia foram os organismos multilaterais de financiamento, o movimento da Reforma Sanitária Brasileira e o governo federal. Desde a criação, a ESF vem sendo discutida como o principal programa com vistas a inverter o modelo de atenção à saúde, no entanto, há divergências nessa proposição, pois há críticas acerca da centralidade da proposta na vigilância à saúde por meio da epidemiologia em detrimento da clínica. A ESF, consolidada no Brasil, no entanto, deparase com a centralidade do investimento público em municípios e desfinancimento das outras esferas de governo. A Estratégia propõe-se inovadora, desenvolvendo-se com participação de diferentes categorias profissionais e por meio da busca da ampliação do olhar dos indivíduos para as famílias. No entanto, as avaliações denotam que, mesmo com melhoria dos indicadores básicos de saúde, não há superação da tradição medicalizante, e há problemas na composição das equipes, na realização de visitas domiciliares, no parco estímulo financeiro e na forma vertical de imposição pelo Ministério da Saúde. Por fim, considera-se que a ESF deva ser prioridade, a partir do combate às forças que se opõem à sua idealização.

Biografia do Autor

Tiago José Silveira Silveira Teófilo, Universidade de Brasilia Núcleo de Estudos de Saúde Publica

Professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva, da Universidade de Brasília (UnB). Possui doutorado em Ciência da Informação pela UnB, mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialização em Administração da Comunicação Empresarial e graduação em Jornalismo e Relações Públicas. Atualmente é coordenadora do Centro de Tecnologias Educacionais Interativas em Saúde, da Faculdade de Ciências da Saúde (CENTEIAS/FS) e pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da UnB (NESP/CEAM/UnB), onde coordena a Unidade de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Informação em Comunicação em Saúde Coletiva (CNPq-Brasil). Foi consultora em projetos de inclusão digital para o Ministério das Comunicações. Tem experiência nas áreas das Ciências da Informação e da Comunicação com ênfase em Comunicação da Informação, atuando principalmente nos seguintes temas: informação e comunicação em saude, tecnologias da informação e comunicação em saúde, inclusão digital, alfabetização em informação e em comunicação, redes sociais e ensino a distância.

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Publicado

2012-12-31

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS