Formação de gestores e responsáveis clínicos no âmbito da reforma da atenção primária em Portugal

Autores

  • Luís Velez Lapão Lapão Universidade de Brasilia Núcleo de Estudos de Saúde Publica
  • Gilles Dussault Dussault

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v6i4.1201

Resumo

Esse artigo descreve e avalia os efeitos da estratégia de formação desenvolvida para apoiar a implementação de uma estrutura nova de coordenação de centros de saúde em Portugal (Agrupamentos de Centros de Saúde-ACES). Uma formação de um ano, chamada Programa Avançado de Gestão e Liderança para Dirigentes dos ACES (PACES) foi projetado para desenvolver e fortalecer as capacidades de gestão dos novos gestores, profissionais maioritariamente sem formação prévia em gestão. Para avaliar os efeitos do programa, utilizaram-se questionários pré e pós-programa focados nas percepções dos novos gestores de suas necessidades e dos benefícios da sua participação em actividades de aprendizagem ao longo desse ano. A principal mudança deu-se na frequência de Centro Colaborador da Organização mundial da Saúde para Políticas e Planeamento dos recursos humanos para saúde, Unidade de Ensino e Investigação em Saúde Pública Internacional e Bioestatística, e Centro da Malaria e Outras Doenças Tropicais, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa, Portugal reuniões com colaboradores; o canal de comunicação preferencial também mudou, aumentando o uso de correio electrónico. A perceção de que o clima organizacional melhorou aumentou, mas o “otimismo” em relação ao sucesso da reforma caiu bastante (de 92,3% para 62,9% de otimistas ou muito otimistas). Os decisores políticos devem considerar que, além das necessidades de fortalecimento de capacidades indi iduais, é preciso fortalecer o quadro organizacional e institucional, e apoiar os gestores ACES de uma forma continuada. Será necessária mais pesquisa sobre a avaliação do impacto de treinamento de liderança para fornecer aos decisores políticos estratégias que possam melhor apoiar as suas reformas. Mas mesmo que um programa atinge todos os seus objectivos, outras variáveis, tais como sistemas de gestão eficazes, um quadro regulamentar adequado e incentivos financeiros são necessários para apoiar a mudança.

Biografia do Autor

Luís Velez Lapão Lapão, Universidade de Brasilia Núcleo de Estudos de Saúde Publica

Professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva, da Universidade de Brasília (UnB). Possui doutorado em Ciência da Informação pela UnB, mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialização em Administração da Comunicação Empresarial e graduação em Jornalismo e Relações Públicas. Atualmente é coordenadora do Centro de Tecnologias Educacionais Interativas em Saúde, da Faculdade de Ciências da Saúde (CENTEIAS/FS) e pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da UnB (NESP/CEAM/UnB), onde coordena a Unidade de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Informação em Comunicação em Saúde Coletiva (CNPq-Brasil). Foi consultora em projetos de inclusão digital para o Ministério das Comunicações. Tem experiência nas áreas das Ciências da Informação e da Comunicação com ênfase em Comunicação da Informação, atuando principalmente nos seguintes temas: informação e comunicação em saude, tecnologias da informação e comunicação em saúde, inclusão digital, alfabetização em informação e em comunicação, redes sociais e ensino a distância.

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Publicado

2012-12-31

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS