Quando o preconceito marca mais que a doença

Autores

  • Iací Proença Paolmeira
  • Ana Beatriz de Azevedo Queiroz Professora Adjunto da Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
  • Márcia de Assunção Ferreira Professora Titular da Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisa

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v6i3.1163

Resumo

Objetivou-se identificar e analisar as representações sociais do contágio da hanseníase por mulheres com o corpo alterado por esta doença, e suas conseqüências para a vida sócio-familiar. Pesquisa qualitativa e descritiva, com aplicação da teoria das representações sociais. Participaram quarenta e três mulheres atendidas em uma Unidade de Referência Especializada em dermatologia sanitária. Realizou-se entrevista individual e observação sistemática. Realizou-se análise lexical, através do software ALCESTE. Os resultados evidenciam representações sobre o contágio da hanseníase remetendo à lepra, ao preconceito e ao confinamento nas colônias, inclusive com separação de utensílios domésticos. Conclui-se sobre a importância da desconstrução destas representações, considerando a subjetividade pelo acesso à história dos sujeitos o qual possibilita entender os significados que estes atribuem ao adoecimento e suas implicações relacionadas ao estigma da hanseníase.

Biografia do Autor

Iací Proença Paolmeira

Enfermeira, Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto da Universidade do Estado do Pará, Brasil.

Ana Beatriz de Azevedo Queiroz, Professora Adjunto da Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Enfermeira, Doutora em Enfermagem.

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Publicado

2012-08-23